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QUASE 70% DAS ESTRADAS DO PAÍS APRESENTAM PROBLEMAS, DIZ CNT

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Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (28) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) indica que quase 70% (69,1%) das estradas do país apresentam problemas de pavimentação, sinalização ou geometria viária. No total, foram avaliados mais de 89,5 mil km de rodovias, sendo 75.337 km com gestão pública e 14.215 km sob concessão.

Sobre a pavimentação, foram consideradas em estado crítico 54,2% das estradas federais e estaduais. Outras 63,9% apresentaram problemas de sinalização. Em 46,3% delas não havia acostamento e outras 13,1% tinham placas encobertas pelo mato. Além disso, quase 90% das rodovias analisadas têm pista simples de mão dupla. Na avaliação da CNT, pelo menos 30% delas precisariam ser duplicadas, para melhorar a circulação e reduzir o risco de acidentes.

O presidente da confederação, Clésio Andrade, afirmou que o investimento necessário para melhorar as rodovias que atualmente são classificadas como 'ruim' ou 'péssima' chegaria a R$ 32 bilhões. O montante está acima do total investido pelo governo Lula ao longo de sete anos: R$ 23 bilhões, de acordo com a CNT.

"Há um esforço do governo do presidente Lula em melhorar o sistema rodoviário brasileiro, mas está muito aquém ainda", disse Andrade. "A tecnologia de construção rodoviária é muito avançada, tem condições de colocar o sistema rodoviário em condições ideais em menos de dois anos. Só depende de recursos financeiros e da boa vontade política".

Críticas ao TCU

Além dos recursos insuficientes, o presidente apontou ainda a atuação do TCU (Tribunal de Contas da União) como um entrave para a melhora das condições das estradas do país.

"No momento em que a gente já sabe a situação crítica por que passa o sistema rodoviário brasileiro, o TCU tem recomendado a paralisação de investimentos dessas obras. Isso não é bom, porque a economia que se faz com a paralisação das obras acaba sendo muito menor do que o prejuízo para o Brasil".

O representante do setor empresarial afirmou que, em 26 obras rodoviárias com recomendação de paralisação pelo TCU, a perda estimada seria de R$ 745 milhões, enquanto a economia prevista ao se evitar irregularidades seria a metade, cerca de R$ 300 milhões.

Andrade comentou ainda o principal indício de irregularidade apontado pelo tribunal, o superfaturamento de obras. "Quando se fala em superfaturamento, é preciso que haja medidas fortes por parte do TCU. Mas o que não se pode é simplesmente, na hora das denúncias, parar aquela obra. É preciso pensar".

"Nós acreditamos que o tribunal tem outros mecanismos. Ele pode deixar prosseguir a obra e, na hora da prestação de contas, exigir o ressarcimento daquelas pessoas que cometeram o erro", acrescentou.

FONTE: Claudia Andrade - Do UOL Notícias
 

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