Ação é parte do curso de fiscalização de transporte de produto perigoso ministrado pelo Comando de Policiamento Rodoviário
Carros da Polícia Rodoviária e do Corpo de Bombeiros avançavam com sirenes ligadas. A cena parecia uma ocorrência real: uma batida de trânsito e movimentação intensa das equipes de resgate e fiscalização. No entanto, tratava-se de uma simulação de acidente envolvendo produtos químicos. Uma atividade final do curso de fiscalização de transporte de produto perigoso ministrado pelo Comando de Policiamento Rodoviário.
A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (2) em uma estação de pesagem, localizada na altura do quilômetro 18 da rodovia Deputado Archimedes Lammoglia (SP-75), em Itu. Os alunos, policiais rodoviários de diversas regiões, colocaram em prática o que aprenderam durante as aulas teóricas, realizadas no gabinete de treinamento do comando, na capital.
“Estamos numa ocorrência simulada em que houve um acidente envolvendo um veículo de transporte de produto perigoso. A ocorrência é despachada como se fosse uma ocorrência real, a viatura saiu do local onde estava e está vindo para o atendimento dessa ocorrência. Então, eles vão ter que chegar aqui e adotar as providências que são necessárias, acionamento de resgate, acionamento dos meios para sinalização, verificação do tipo de produto perigoso que está vazando ali e as providências de emergência que precisam ser adotadas”, explicou o capitão Mário Machado Júnior, chefe de gabinete de treinamento do Comando de Policiamento Rodoviário.
Após essas providências, os policiais rodoviários realizaram a fiscalização do transporte do produto perigoso — o objetivo principal do curso. “Eles devem verificar se a simbologia está em ordem, se o condutor tem o curso, se os equipamentos e o estado de conservação do veículo estão em ordem e se tudo mais está de acordo com a legislação”, comenta Machado.
Com essa especialização, a partir de sexta-feira (4), os alunos terão acesso ao certificado de conclusão e poderão atuar nas ruas como fiscalizadores de transporte de produto perigoso. Para o capitão, a formação nessa área é fundamental. “Isso serve para consolidar os ensinamentos, porque um acidente envolvendo produto perigoso toma grandes proporções e pode lesionar muitas pessoas, pode causar muita insegurança ao trânsito”.
Mais experiência
Ao todo, a turma de policiais rodoviários foi composta por 33 alunos de diferentes regiões de São Paulo e até de outros estados, como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Norte. Entre os participantes, há também um agente de trânsito de Campina Grande, na Paraíba. Todos trabalharam na ação.
Higor Bauer é um dos alunos que faz parte da formação. O primeiro tenente é do município de Presidente Prudente, do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária. Para ele, o curso foi eficiente, pois agora, poderá contrubuir para a fiscalização de transportes de produtos perigosos nas rodovias de todo o Oeste Paulista.
“Nós temos muitas usinas que trabalham com o agronegócio e produzem insumos derivados da cana-de-açúcar, caminhões transportando produtos inflamáveis que, em casos de ocorrências e alguns sinistros nas nossas rodovias, é um risco considerável para a nossa população e para a segurança viária como um todo”, enfatizou.
O primeiro tenente Giovani Paiffer é do 4º Batalhão de Polícia Rodoviária, região de Campinas. Os ensinamentos poderão ser utilizados em atuações no Eixo Anhanguera/Bandeirantes. “É praticamente um dos maiores na América do Sul, em termos de volume diário médio de veículos, onde passam milhões de veículos diariamente. Então, vai ser de extrema importância garantir essa segurança para toda a sociedade e passar esses conhecimentos aos policiais também, sendo um multiplicador disso”.
Já o segundo tenente Paulo Nóbrega é da Polícia Rodoviária do Rio Grande do Norte. Ele conta que o estado está começando a implantar esse tipo de fiscalização, tendo São Paulo como referência. “Está sendo uma verdadeira escola. A gente quer aprender o máximo aqui no curso para implantar lá, como se fosse uma espécie de modelo, pra gente aprender a fazer esse tipo de fiscalização e replicar no nosso estado com os nossos policiais”.
